Fórum Econômico Mundial: automação vai tirar mais empregos de mulheres

Um relatório do Fórum Ecoômico Mundial apresentado nesta semana em Davos revelou que a perda de empregos causada pela automação e pelas novas tecnologias não afetará a todos da mesma maneira. Segundo o documento, essa mudança na economia fará com que mais mulheres percam seus empregos do que homens.

De acordo com o documento (pdf), essas tecnologias eliminarão cerca de 1,4 milhões de empregos nos Estados Unidos até 2026. Destes, cerca de 57% são postos ocupados por mulheres. Para se manter no mercado, os trabalhadores precisarão realizar novos cursos de capacitação para ocupar diferentes funções, e também há desigualdades nesse caso.

Sem passar por esse novo período de educação, as mulheres terão em média 12 opções de trabalho para as quais poderão se deslocar; para os homens, esse número é de 22. Com novos cursos profissionalizantes, os números aumentam, mas se mantém díspares: 49 para mulheres contra 80 para homens.

Em parte, o motivo dessa desigualdade, segundo o CNET, é que já existe uma diferença entre os postos de trabalho que mulheres e homens costumam ocupar - e são os postos em que elas mais atuam que estão em maior risco de serem eliminados pela tecnologia. UM exemplo citado pelo relatório é o de postos de secretaria e assistência de administração: mais de 164 mil mulheres que ocupam esses postos podem estar em risco de perder seus empregos nos próximos oito anos.

Metodologia

Para chegar a esses números, segundo o ZDNet, o estudo avaliou dados de mais de 50 milhões de ofertas de emprego postadas na internet, que correspondiam a mais de 15 mil habilidades diferentes. Eles separaram essas ofertas em 958 tipos diferentes de trabalho, de acordo com as exigências para cada um (educação, habilidades, experiências, etc.)

Finalmente, esses dados foram cruzados com estatísticas da população economicamente ativa dos EUA para dar uma ideia geral de que pessoas têm maior probabilidade de ter seu emprego "roubado" por máquinas. Com base nesse cruzamento, o estudo também mapeou as possibilidades de transição de emprego para essas pessoas.

Nesse aspecto, ainda há alguns números relativamente positivos. Por exemplo: das mulheres que conseguirem mudar de área, 74% devem passar a ganhar salários maiores; para os homens, esse número é de 53%. Isso, no entanto, pode estar relacionado ao fato de que mulheres atualmente ainda ganham menos do que homens para realizar o mesmo trabalho que eles.

Além disso, segundo o relatório, 95% dos trabalhadores em risco de perder seus empregos podem encontrar trabalho "de boa qualidade e salários maiores" se passarem por um período de capacitação; sem isso, apenas 2% têm essa chance. Com isso, o documento conclui que, de maneira geral, "o caminho para uma boa vida parece cada vez mais difícil de identificar e percorrer para um número crescente de pessoas na nossa comunidade global".

 

 

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