Radar meteorológico, sensores e matemática são ferramentas contra enchentes

Teto preto…o tempo fecha. Em qualquer selva de concreto como São Paulo, o cenário é sinônimo de alerta - muitas metrópoles sofrem as consequências das tempestades desta época do ano no Brasil. Se está difícil lutar contra o aquecimento global e as mudanças climáticas do planeta, a tecnologia desempenha um papel importantíssimo para que não aconteçam mais catástrofes como esta nas grandes cidades, mesmo na pior das chuvas. 

No estado de São Paulo, um novo radar meteorológico alemão de última geração ajuda a monitorar e prever qualquer chuva que se aproxime da capital paulista com até três horas de antecedência. Sete anos atrás o Olhar Digital esteve aqui, em Salesópolis, no interior do estado. O antigo radar de quase 30 anos que a gente conheceu foi substituído por este maior, mais moderno e mais preciso. A enorme antena em seu interior envia sinais de microondas em 360 graus a um raio de 240 quilômetros de distância.

O novo equipamento é capaz de avaliar uma chuva em seu mínimo detalhe. É possível, por exemplo, enxergar o tipo de chuva através do formato da gota d’água e também sua intensidade e direção. Combinando o poder do radar com um software analítico exclusivo, dá para fazer um corte na representação da chuva em 3D, em tempo real…

O radar não é exclusividade de São Paulo. Existem cerca dez modelos idênticos espalhados pelo país e outros novos sendo instalados. A ideia é que, um dia, todo o Brasil seja igualmente monitorado com a mesma precisão e qualidade de informação. Mas interessante é que, além do radar, que traduz a leitura da chuva de forma gráfica na tela do computador, centenas de estações meteorológicas automáticas como esta estão espalhadas pela cidade. Novos sensores, mais acurados e sensíveis que a geração anterior, estão embarcados para ajudar o meteorologista na emissão de alertas. As informações dessas estações são transmitidas via rede móvel celular a cada 10 minutos para a Central de Gerenciamento de Emergências.

Imagens de satélite, informações dos radares meteorológicos, estações automáticas e…sim, matemática. Outra evolução importante no trabalho dos meteorologistas é dos modelos numéricos usados para entender e prever os tipos de chuvas e as regiões que podem ser atingidas.

Até o Whatsapp faz parte dessa caixa de ferramentas climáticas. A criação de um grupo no aplicativos de mensagens instantâneas mudou de forma drástica o gerenciamento de emergências. Agora, com alertas diretos, as respostas às ocorrências são mais rápidas e assumidas imediatamente pelo setor responsável como em caso da necessidade de remover uma árvore caída ou fechar vias para evitar que motoristas enfrentem regiões inundadas.

Hoje, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da capital paulista, o nível de acerto da previsão do tempo por aqui chega aos 95%…tudo graças a essa combinação de tecnologias. Tudo para evitar que cenas como estas, de 20 anos atrás, se repitam. E, mais do que isso, que sirva como um item de segurança de primeira necessidade para a população, evitando danos materiais e, principalmente, mortes. Infelizmente, os alagamentos são inevitáveis…

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