Testamos os primeiros notebooks com Windows 10 e processadores ARM

Notebooks com processadores ARM; mais precisamente, o chipset Snapdragon 835 da Qualcomm - famoso por estar presente em mais de 120 smartphones, inclusive diversos modelos top de linha. Em parceria com a Microsoft, o principal anúncio do primeiro dia da conferência realizada aqui em Maui, no Havaí, foi o que chamaram de "PC Sempre Conectado” com a promessa de trazer a experiência que estamos acostumados nos smartphones, agora para os notebooks.

Computadores sempre disponíveis e conectados rodando Windows 10. A proposta é criar uma nova categoria de dispositivos “always on”, ou seja, que estejam sempre prontos para serem usados como nossos celulares, com capacidade de se conectar à rede móvel 4G LTE - claro, além do Wi-Fi e ainda baterias com autonomia até cinco vezes maior do que os notebooks tradicionais, podendo ultrapassar 20 horas de uso e até um mês em stand by.

Os dois primeiros modelos da categoria já foram anunciados e a gente colocou as mãos em ambos. O primeiro é o NovaGo, da Asus - um notebook híbrido com tela Full HD de 13,3 polegadas, até 8 giga de memória RAM e 256 giga de armazenamento interno. O design é bastante minimalista, mas o acabamento em plástico não chama tanta atenção. Ainda assim, o notebook é um pouquinho pesado; tem um quilo e quatrocentos gramas. Apesar de ser um lançamento, nada de USB Tipo “C”. A Asus preferiu manter duas portas USB 3.1. Há ainda uma saída HDMI, entrada para fone de ouvido e slot para cartão micro SD. A máquina possui um eSIM - o chip eletrônico para configurar a operadora e bateria com autonomia de até 22 horas de reprodução de vídeo. O preço do Asus NovaGo varia entre 600 e 800 dólares dependendo das configurações.

O segundo modelo apresentado aqui no Havaí foi o HP Envy X2, também híbrido, com tela de 12,3 polegadas, até 8 giga de RAM e 256 GB de armazenamento. A diferença é que o HP é um modelo destacável e com design ainda mais interessante - aparentemente, mais premium, que o notebook da Asus. Em formato tablet, são apenas 6,9 milímetros de espessura e acabamento em alumínio. O teclado também é bastante fino, com apenas 1,3 milímetro de espessura e acabamento que imita couro. A promessa é de até 20 horas de bateria e o modelo da HP tem suporte apenas para o chip tradicional nano SIM para se conectar ao 4G.

A questão agora que resta sobre esses computadores é em relação a performance. Claro, não dá para se iludir e esperar muito de notebooks usando processadores ARM, os mesmos usado em celulares. O tempo que a gente passou com eles nas mãos não foi suficiente para provar nada, nem sequer fazer alguns testes de benchmark para avaliar a capacidade dos notebooks. Apesar dos 8 giga de RAM, já dá para dizer de cara que não são dispositivos para jogos além de Paciência - mas a gente conseguiu navegar na internet e abrir alguns aplicativos sem qualquer incômodo. Interessante mesmo foi ver a rapidez e disponibilidade dos notebooks; estão realmente sempre ligados - agora é como bloquear a tela do celular, para voltar a usá-lo, não é preciso esperar.

Por enquanto, o que dá para dizer é que, pelo preço, essas máquinas podem se tornar alternativas interessantes para quem procura autonomia, ou seja, quer ficar longe da tomada - e, de repente, não se preocuparia em deixar o desempenho em segundo plano. Mas a capacidade comparada aos processadores x86 só vai ser descoberta com testes mais aprofundados. Fiquem ligados…

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