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Celular via satélite vem se tornando solução viável e acessível para regiões rurais

Redação Olhar Digital 02/11/2010 14h17
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Com preço bem mais baixo do que de anos atrás, aparelhos já cabem no bolso do brasileiro

A Inmarsat apresentou esta semana, em São Paulo, o seu primeiro celular via satélite, o ISatPhone Pro. Com a ideia de atender países com grande área geográfica e espaços com pouca densidade populacional a preços atrativos, a empresa conseguiu desenvolver um aparelho robusto, capaz de operar de -20°C até +55°C (a maior faixa de temperatura para qualquer telefone por satélite), cobrando cerca de 1 dólar por minuto - tarifa relativamente baixa para esse tipo de comunicação.

O desenvolvimento do produto começou em 2004 a partir da sugestão de um CEO recém chegado à empresa, que tinha saído da indústria de celulares americana. Notando a falta de uma solução de comunicação simplificada no portfolio da companhia, deu início ao desenvolvimento do projeto que envolveu engenheiros finlandeses e indianos e executivos brasileiros.

O Olhar Digital conversou com Johnny Nemes (brasileiro gerente do projeto) que esclareceu que a proposta não é de concorrer com os serviços de terra, mas oferecer a comunicação de voz e texto com qualidade perfeita em qualquer região do globo. Após 2 anos de análise para a escolha da tecnologia, a Inmarsat optou por usar uma plataforma baseada em GSM.

Escolhida a base do projeto, a equipe seguiu para o desenvolvimento do produto. Contratou a Lockheed Martin para desenvolver a estação de networking em terra e para desenvolver o protocolo de comunicação. Fechou com uma empresa indiana o desenvolvimento do software e uma empresa finlandesa foi escolhida para desenvolver o hardware.

O resultado deste esforço global pôde ser visto no pavilhão do Transamérica Expo Center durate a Futurecom 2010 e nós tivemos a oportunidade de testá-lo. O telefone é maior do que os celulares convencionais e tem uma antena que deve ser estendida, mas não chega a ser desajeitado e nem feio. É leve e muito resistente - Nemes deixou-o cair por várias vezes durante a feira, chegando a assustar alguns observadores: "Fizemos tanto teste que eu sei que ele não vai quebrar". Quanto à duração da bateria, uma preocupação para usuários que estão a muitos quilômetros de qualquer coisa que se pareça com uma tomada de energia, Johnny tranquiliza: "Conseguimos atingir 8 horas de conversação contínua. Não tem nada parecido [nestes produtos] com 8 horas de conversação contínua e 100 horas de standby".

Quanto ao preço, não chega a assustar. Com a meta de lançar um celular por satélite de baixo custo em mente, Nemes se diz satisfeito por ter chegado a um valor final próximo a 600 dólares (no exterior), enquanto os concorrentes são vendidos por mais de 1000 dólares.
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