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Covid-19: vacina chinesa gera resposta imune em testes iniciais

Victor Pinheiro, editado por Matheus Luque 22/05/2020 19h23
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Embora animadores, resultados preliminares ainda não atestam a eficácia da substância em proteger humanos do novo coronavírus

Testes preliminares com uma vacina chinesa contra a Covid-19 apontaram a capacidade do composto de induzir respostas imunológicas em humanos, sem colocar em risco a segurança dos pacientes. Conduzido por cientistas do Instituto de Biotecnologia de Pequim, o estudo foi descrito em artigo publicado, nesta sexta-feira (22), na renomada revista científica The Lancet.


Os autores do trabalho ressaltam, no entanto, a necessidade de mais pesquisas para verificar se a imunização gerada pela substância é eficaz para proteger o corpo humano da ação do novo coronavírus.Em entrevista, Wei Chen, primeiro primeiro autor do estudo e professor do Instituto de Biotecnologia de Pequim, reforça que os resultados representam um "marco importante" na busca por uma vacina, mas eles precisam ser interpretados com cautela.

"A capacidade de desencadear essas respostas imunes não indica necessariamente que a vacina protegerá os seres humanos contra a Covid-19. Este resultado mostra uma visão promissora para o desenvolvimento de vacinas contra a doença", afirmou Chen.

Reprodução

Pandemia do novo coronavírus já infectou mais de 5,1 milhões de pessoas e provocou 336 mil mortes ao redor do planeta. Imagem: NIAID/Flickr

A vacina contém exemplares atenuados de um outro vírus que provoca resfriado. Esses antígenos receberam o material genético de uma proteína do novo coronavírus responsável pela replicação do agente no organismo. A ideia é que o sistema imunológico reconheça a proteína do Sars-Cov-2 como parte do vírus e, indiretamente, passe a produzir anticorpos capazes de neutralizar o novo coronavírus.

Nesta primeira fase, os ensaios clínicos envolveram 108 voluntários saudáveis com idades entre 18 e 60 anos. Eles foram submetidos aleatoriamente a um dos três tipos de dosagens da vacina: de baixa, média e alta concentração viral. Após receberem a injeção intramuscular, os participantes foram monitorados por 28 dias.

A segunda etapa do estudo já foi iniciada. Trata-se de um experimento randomizado com 500 voluntários. Os novos testes também incluem indivíduos com idade superior a 60 anos.

Vacina

De acordo com a revista The Lancet, mais de cem vacinas contra o novo coronavírus já são testadas em ensaios clínicos. Nesta semana, a empresa farmacêutica norte-americana Moderna anunciou que a vacina desenvolvida pela companhia se mostrou segura e gerou respostas imunes na primeira fase de testes em humanos. Os resultados da organização, no entanto, baseiam-se em uma amostra menor, em comparação com o estudo do Instituto de Biotecnologia de Pequim. 

Já a Universidade de Oxford, no Reino Unido, já aplicou uma solução imunizante em 1,1 mil voluntário no final de abril e espera obter resultados até agosto. Em entrevista, o professor de medicina da instituição, Sir John Bell, disse que, se tudo ocorrer bem, o governo britânico pode aprovar a vacina no começo de setembro e, assim, a fabricação pode ser iniciada.

Fonte: Estadão


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