Válvula para respirador impressa em 3D

Válvula impressa em 3D salva vida de pacientes com Covid-19 na Itália

Rafael Rigues, editado por Fabiana Rolfini 17/03/2020 09h03
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Componente é usado em respiradores por pacientes internados na UTI e deve ser trocado a cada 8 horas

A Itália é um dos países mais atingidos pela epidemia de Covid-19 que assola o mundo, com quase 28 mil casos confirmados e mais de 2 mil mortes. Muitos destes pacientes exigem cuidado médico intensivo, o que leva à superlotação de hospitais e à falta de suprimentos médicos essenciais.


Em Brescia, uma das regiões mais afetadas pela doença, um hospital enfrentava falta de válvulas para máscaras respiradoras usadas nas unidades de terapia intensiva. Elas são consideradas material consumível, e devem ser trocadas a cada oito horas. Ao contatar o fornecedor, a administração do hospital descobriu que ele também estava sem estoque, e sem previsão de receber novas unidades a curto prazo.

Foi aí que o editor de um jornal local teve a ideia de contatar empresas especializadas em impressão 3D para ver se poderiam ajudar de alguma forma. Cristian Fracassi, fundador e CEO da Isinnova, e o engenheiro mecânico Alessandro Romaioli toparam o desafio e levaram uma impressora 3D para o hospital. Em três horas, uma válvula foi modelada em 3D e impressa. Depois que sua eficácia foi comprovada, mais unidades foram produzidas. No dia seguinte já havia 10 pacientes usando as válvulas impressas.

Reprodução

As primeiras unidades foram produzidas em uma impressora de filamento. Entretanto, como elas levam uma hora para imprimir cada peça, o design foi enviado a outra empresa especializada em impressão 3D, a Lonati, equipada com uma impressora que usa laser para fazer a sinterização (fusão) de um “pó” plástico à base de poliamida. Com isso as válvulas podem ser produzidas em quantidade maior e com mais velocidade.

Cada válvula impressa em 3D custa € 0,90 (cerca de R$ 5), mas a Isinnova e a Lonati estão doando seu tempo e material. Outros hospitais já solicitaram as válvulas para suas UTIs. Entretanto, as empresas não têm pretensão de continuar produzindo elas após a crise terminar.

“A válvula tem buracos e tubos muito finos, com menos de 0,8 mm. Não é fácil imprimir as peças. Além disso, é necessário cuidado para não contaminar o produto. Ela realmente deve ser produzida em um ambiente especializado”, disse Fracassi.

Fonte: 3D Printing Media Network


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