Vírus smartphone

Brasil teve 23 milhões de celulares infectados por malwares em 2019

Vinicius Szafran, editado por Cesar Schaeffer 30/01/2020 19h01
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Levantamento da Upstream mostra que o Brasil tem mais da metade do total de casos no mundo

Foram identificados 23 milhões de smartphones infectados com malware no Brasil no ano passado, principalmente voltados para fraudes em publicidade móvel. O número foi obtido pela Secure-D, plataforma de segurança da Upstream, contratada por operadoras móveis para prevenir tráfego fraudulento em suas redes. Duas grandes operadoras que atuam no Brasil usam a ferramenta, o que permite supor que o número real de celulares infectados seja em torno do dobro disso.


O número de aparelhos infectados no Brasil representa pouco mais da metade do total encontrado no mundo inteiro pela Upstream em 2019. A Secure-D está implementada em 31 operadoras de 20 países, e encontrou neles 43,3 milhões de smartphones infectados por malwares no ano passado. Em 2018, foram 30 milhões.

Em todo o ano de 2019, a Secure-D mapeou globalmente 98 mil aplicativos maliciosos, um aumento de 55% em relação aos 63 mil de 2018. A imensa maioria atua em terminais Android; 49% deles estão disponíveis para download em lojas independentes, 19% foram retirados da Google Play ao longo do ano passado, enquanto 32% seguiam na plataforma quando o relatório foi escrito. Apenas no Brasil, foram encontrados 54 mil malwares móveis.

Ao todo, a Upstream analisou mundialmente 1,71 bilhão de operações realizadas por smartphones nas redes das operadoras que usam a Secure-D em 2019. Desse total, 93% foram bloqueadas por serem consideradas tentativa de fraude. No Brasil, 91% das 986 milhões de operações foram bloqueadas.

As fraudes mais comuns são:

  • clickbots: robôs dentro de apps realizam acessos e cliques escondidos em sites diversos, para fraudar os anunciantes; 
  • click-Jackers: anúncios com comandos escondidos para acessar páginas diferentes da divulgada, ou até assinar um serviço sem consentimento do usuário
  • emulators: fazendas de SIMcards simulam a atuação de dispositivos verdadeiros para gerar tráfego fraudulento em sites e apps;
  • phone-Jackers: app aparentemente legítimo baixa escondido um app malicioso;
  • IP-spoofers: falsificação do endereço IP para enganar mecanismos antifraude em publicidade móvel e gerar receita ao escolher endereços de países pelos quais os anunciantes pagam mais.

Geralmente, os aplicativos maliciosos vêm disfarçados de outros apps. Entre os que mais se espalharam em 2019, a Upstream cita o 4Shared, app para baixar e armazenar conteúdo na nuvem, Ai.type, um teclado virtual de emojis, e o Snaptube, aplicativo para baixar conteúdo de sites de streaming.

Via: Mobile Time

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