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Segurança e privacidade

Empresas criticam proposta de espionagem a aplicativos criptografados

Luiz Nogueira, editado por Camila Rinaldi 30/05/2019 09h05
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As empresas divulgaram uma carta aberta criticando a proposta da agência de inteligência britânica

Um grupo de 47 empresas, incluindo Apple, Google, Microsoft e WhatsApp, criticou fortemente uma proposta da agência de inteligência britânica GCHQ de ler e escutar mensagens criptografadas enviadas por meio de aplicativos e sites de rede sociais.


Em uma carta aberta publicada no blog Lawfare, as empresas dizem que essa proposta prejudicariam a segurança, ameaçariam a confiança em serviços de mensagens criptografadas e colocariam em risco o direito dos cidadãos à privacidade e liberdade de expressão.

A proposta do GCHQ foi publicada pela primeira vez em novembro do ano passado, e não reflete necessariamente as ideias da agência de inteligência neste momento. Na proposta, dois funcionários da inteligência britânica argumentam que, se aplicada, a lei permite que seja adicionado um participante “fantasma” em todas as conversas criptografadas.

Isso significaria que as agências de inteligência estariam conectadas a mensagens criptografadas, sem que os usuários soubessem que estão presentes em um bate-papo. Os autores da proposta argumentam que esta solução não é mais invasiva que as práticas atuais de escutas clandestinas em conversas telefônicas.

Embora essa abordagem elimine a necessidade de adicionar “atalhos” aos protocolos de criptografia, os signatários da carta aberta argumentam que essa solução ainda “minaria seriamente a segurança e a confiança dos usuários”.

Eles dizem que as propostas exigiriam que os aplicativos de mensagens mudassem. Os principais apps utilizam criptografia para proteger seus usuários, se a proposta fosse aprovada, eles precisariam enganar os usuários, ocultando mensagens, ou notificações sobre quem está presente em um bate-papo.

Respondendo à carta aberta, um dos autores originais da proposta, Ian Levy, do Centro Nacional de Segurança Cibernética, disse que era uma questão “hipotética” e que se destinava apenas “como ponto de partida para uma discussão.”


Via: The Verge

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