Fibra ótica

Chip óptico registra recorde de velocidade de download a 44 Tbps

Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer 22/05/2020 09h38
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Descoberta permite um upgrade nas redes de fibra óptica já existentes, com velocidades de transmissão de dados muito maiores que as atuais

Engenheiros das Universidades de Monash, Swinburne e do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, desenvolveram um chip que poderá um dia fazer parte de nossa infraestrutura de internet, oferecendo milhões de conexões simultâneas de altíssima velocidade, mesmo durante os períodos de maior congestionamento.


O chip conhecido como “micro-comb” (algo como “micro-pente”) não é exatamente algo novo: o conceito existe há cerca de uma década. Mas com a pressão cada vez maior em nossas redes de dados, ele vem mostrando seu potencial para miniaturizar e acelerar a tecnologia por trás de nossas conexões à internet.

Segundo os engenheiros, um benefício importante do chip é a capacidade de aproveitar ao máximo a infraestrutura já existente para atender à demanda esperada nos próximos anos. Em um teste recente, eles mediram uma velocidade de transferência de dados de impressionantes 44,2 terabits (cerca de 5,5 Terabytes) por segundo, a partir de uma única fonte de luz laser e um único chip.

“É incrível ver a possibilidade de telecomunicações de fibra óptica em banda ultra-alta se tornar realidade”, disse David Moss, Diretor do Centro de Ciências Ópticas da Universidade de Swinburne.

Uma forma de maximizar a infraestrutura de fibra óptica atual e o fluxo de dados é transmitir pulsos de luz compostos por múltiplas frequências separadas, criando o equivalente a várias “pistas” numa rodovia. Dependendo da forma como estas frequências são espaçadas, até 80 canais podem ser criados em uma única fibra.

Reprodução

O micro-comb desenvolvido na Austrália. A moeda ao fundo dá uma ideia do tamanho do chip. Fonte: Monash University

O que o micro-comb faz é substituir múltiplos lasers, responsáveis pelas várias frequências, por um único cristal gerador de formas de onda, que pode ser ajustado pra gerar um “arco-íris” de ondas luminosas, cada uma representando uma frequência extremamente precisa.

Para se certificar de que sua teoria estava correta, os pesquisadores conectaram um protótipo do chip a um circuito de fibra óptica com mais de 76 km de extensão entre dois campi universitários em Melbourne. A demonstração replica um possível caso de uso para o chip, a comunicação entre datacenters.

A equipe descobriu ser possível maximizar a quantidade de dados em cada canal, demonstrando uma velocidade máxima potencial de 44,2 terabits por segundo. Sob condições ideais, isto permitiria o download de 1.000 filmes em alta definição em apenas um segundo.

“Mas não estamos falando só de Netflix aqui, mas sim de todo o espectro de uso de nossas redes de comunicação”, diz Bill Corcoran, engenheiro de sistemas de computação da Monash University.

“Esta banda poderia ser usada em carros autônomos e futuros sistemas de transporte, mas também em telemedicina, educação, finanças e e-commerce”, afirma.

Fonte: Science Alert 

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