Vírus

Cientistas testam tecnologia que pode matar 99,9% das bactérias e vírus do ar

Beatriz Trevisan, editado por Rui Maciel 30/04/2019 19h40
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Pesquisadores da Universidade de Michigan examinam potencial de gás especial eletricamente carregado, chamado plasma não térmico, na limpeza do ar

Doenças respiratórias transmitidas pelo ar são comuns devido à contaminação do ambiente externo com muitos patógenos, como bactérias e vírus. Por conta disso, surtos dessas doenças são uma grande preocupação de saúde pública e um relevante tema de trabalho de pesquisadores que buscam criar tecnologias que possam limpar o ar de forma eficaz.


O mais novo desses estudos, publicado no último dia 23, na revista científica Journal of Physics, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA). Ele examina o potencial de um gás especializado em eliminar vírus e bactérias transportados pelo ar e que poderia reduzir os índices de doenças respiratórias.

O gás especial é um plasma não térmico, também conhecido como NTP ou plasma frio. De acordo com a pesquisa, ele pode inativar 99,9% dos vírus presentes no ar. Para fazer isso, ele libera fragmentos de moléculas de ar carregados energicamente, que podem eliminar vírus em menos de um segundo, bem como bactérias, por meio da destruição de sua parede celular.

Gases NTPs são constituídos de partículas de matéria eletricamente carregadas, enquanto o próprio gás permanece frio, como acontece dentro de uma luz fluorescente. Os gases energizados são muito eficientes na esterilização e, por isso, os pesquisadores da Universidade de Michigan estão apostando em sua capacidade de eliminar patógenos. Embora a tecnologia tenha muitas aplicações na indústria de medicamentos e alimentos, por exemplo, este é um uso completamente novo para ela.

O plasma foi produzido em um reator de plasma não térmico. Quando patógenos no ar entram em contato com o plasma, eles reagem com seus átomos instáveis, chamados radicais (como o ozônio). Depois da reação, os átomos radicais do plasma alteram os microrganismos que encontram - matando os patógenos ou tornando-os inofensivos.

Como o ozônio está ligado a condições respiratórias, a possibilidade de reação com essas moléculas poderia ser um obstáculo para a execução da tecnologia. Mas, os pesquisadores dizem que a exposição ao ozônio a partir do dispositivo está dentro dos padrões de regulamentação, o que significa que não deve gerar um risco à segurança e à saúde da população.

A equipe de pesquisa já começou a testar a eficiência do reator em um sistema de ventilação de uma fazenda de suínos, para avaliar a capacidade do dispositivo na limpeza de grandes quantidades de ar e na prevenção da propagação de patógenos.

A combinação de filtragem e inativação de patógenos pelo sistema NTP  pode ser uma alternativa promissora na prevenção de doenças respiratórias, considerando que seriam mais eficientes do que as tecnologias usadas atualmente.

Via: BGR e The Conversation

Saúde Medicina Ciência
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