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Constelações de satélites como a Starlink já estão causando problemas

Bruna Lima, editado por Camila Rinaldi 12/06/2019 08h00
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Cientistas alertam: enormes quantidades de satélites colocados na órbita da Terra podem comprometer a visão noturna do céu

Gigantes da tecnologia, como a SpaceX, de Elon Musk, e a Amazon, de Jeff Bezos, têm planos de lançar constelações de milhares de satélites com o objetivo de fornecer acesso à Internet em todos os cantos do planeta. Entretanto, os astrônomos estão preocupados , pois ao adicionar as massas de satélites à órbita da Terra estamos estragando a visão noturna do céu, assim como interrompendp a pesquisa científica.


Membros da American Astronomical Society (AAS) emitiram um comunicado para reclamar do lançamento do primeiro lote de satélites da SpaceX, realizado no final de maio. Essa foi apenas a primeira ação da Starlink que enviou cerca de 60 satélites em órbita. Os planos consistem em montar uma rede de até 12.000 satélites voando em órbita baixa da Terra nos próximos 6 anos. Os cientistas dizem que é preciso repensar essa tecnologia antes que seja tarde demais.

Um dia após o lançamento inaugural da Starlink, os observadores do céu perceberam um espetáculo incomum. Eles viram os 60 primeiros satélites enviados como uma espécie de fileira de formigas brilhantes, algumas pessoas confundiram até com alienígenas.

A SpaceX não é a única empresa lançando redes de satélites, a Amazon tem um plano similar em andamento, chamado Project Kuiper, que colocaria mais de 3.200 satélites em órbita baixa ao longo de vários anos para fornecer acesso à Internet em banda larga. Outras empresas planejam entrar nesse mercado também, incluindo a OneWeb, Space Norway e Telesat.

Elon Musk disse em suas redes sociais que o Starlink terá “um impacto de 0% nos avanços na astronomia”. O CEO da SpaceX justificou que "potencialmente ajudar bilhões de pessoas economicamente desfavorecidas é o bem maior".

Como o AAS apontou, o próximo passo importante é descobrir como essas constelações podem afetar as observações astronômicas. Essas descobertas nos permitirão conceber mudanças de políticas necessárias. Agora existe a oportunidade de elaborar regras eficazes antes que as coisas saiam do controle. A declaração de posição divulgada hoje pelo AAS é um passo positivo nessa direção.

 

Via: Gizmodo

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