Bluecity

Empresas desativam compartilhamento de carros elétricos

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 31/01/2020 19h30
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Caros demais e com baixa aceitação, os serviços de compartilhamento de veículos elétricos serão encerrados na capital inglesa em fevereiro

Os serviços de compartilhamento de veículos totalmente elétricos estão sendo descartados por não serem economicamente viáveis, segundo seus operadores.


Em Londres, a empresa francesa Bluecity disse que sua plataforma de compartilhamento de veículos elétricos, ao custo de cinco libras por meia hora, será fechada oficialmente na cidade no dia 10 de fevereiro. A Bluecity conseguiu garantir acordos com apenas três conselhos de Londres.

Um segundo clube de compartilhamento de carros, o DriveNow, de propriedade alemã, também sairá de Londres no final do próximo mês. A empresa operava 130 carros elétricos BMW i3 em uma frota total de mais de 700 veículos.

Ambos os serviços eram "ponto a ponto", ou seja, permitiam que os motoristas pegassem os carros, dirigissem para qualquer local de Londres e os deixassem lá. Em teoria, isso tornaria o serviço mais flexível. No entanto, eles sofreram com a aceitação decepcionante da população e com a dificuldade burocrática de lidar com 33 autoridades locais.

A Bluecity entrou no mercado londrino pela primeira vez em 2017, com sua frota de carros vermelhos com a marca da empresa estampada, facilmente reconhecíveis. Desde então, apenas três conselhos distritais entraram em acordo com a companhia. Em outras palavras, isso limitou completamente a ideia da Bluecity. Como só três distritos aceitaram a empresa, então o usuário só poderia levar o carro até um desses distritos, e não em toda a cidade, como deveria ser.

"Devido ao tamanho limitado da rede e ao ambiente competitivo, tomamos a difícil decisão de fechar o serviço de compartilhamentos de carros Bluecity", disse um porta-voz da empresa. A DriveNow, por sua vez, disse que estava encerrando suas atividades com "um coração pesado". Em comunicado, a empresa afirmou que queria "oferecer uma solução de mobilidade flexível e atraente".

Este é certamente um golpe para as ambições de transporte ecológico em Londres. Quando os serviços de compartilhamento são limitados e os pontos de entrega raros, pode ser mais fácil, rápido, barato e menos estressante usar o transporte público.

Via: Evening Standard

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