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Não será tão simples para os outros estúdios retirarem conteúdos licenciados do Netflix

Maria Dourado, editado por Roseli Andrion 03/06/2019 17h40
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Graças a acordos fechados na hora do desespero, até mesmo programas da Disney devem retornar à maior rival do Disney+

Com o anúncio de que grandes estúdios e gigantes da área de mídia planejam pegar de volta os filmes e séries que hoje estão no acervo do Netflix, fica a impressão de que o serviço vai se tornar uma cidade fantasma em pouco tempo. Afinal, esse conteúdo tende a ir para plataformas rivais que chegarão em breve.


No entanto, isso não é inteiramente verdade. A Bloomberg noticiou que a companhia tem contratos bem amarrados, que não só podem manter filmes e séries na plataforma por um tempo, mas renovar a presença de alguns deles mais tarde. 

A Disney, por exemplo, trará filmes do período entre 2016 e 2018 (incluindo "Pantera Negra") de volta para a Netflix a partir de 2026 — uma espera longa, é verdade, mas que mostra que a situação não é permanente. Segundo fontes, uma vez que retornarem à Netflix, os conteúdos desaparecerão do serviço da Disney.

Em outros casos, pode levar anos até que as produções saiam do acervo da Netflix. Fontes da Bloomberg dizem que 8 dos 10 principais programas licenciados permanecerão no acervo da atual líder do setor de 3 a 6 anos depois que deixarem as emissoras de TV (isso inclui "Grey's Anatomy" e "The Walking Dead") — ou seja, os assinantes da Netflix ainda terão acesso a eles até, pelo menos, 2023.

Algumas perdas

A aclamada série "Friends" não deve ficar na plataforma depois de 2019. "The Office", por sua vez, está programada para permanecer por lá até 2021. Além disso, segundo a Bloomberg, a WarnerMedia planeja vender o acesso a outros programas.

O raciocínio para as longas negociações varia e muito se deve ao fato de que, tanto a Disney quanto a NBC, fizeram acordos de longa duração há anos — mais especificamente quando viram o declínio de vendas de mídia física (DVDs e blu-rays) e da audiência de jovens.

Isso levou as empresas a licenciarem suas produções na esperança de lucrar um pouco mais com o conteúdo. O que elas não esperavam é que estivessem contribuindo para que a Netflix se tornasse tão grande — ou maior — quanto elas.

E, por mais que estúdios como a WarnerMedia gostem de falar sobre acumular programas para seus próprios serviços de streaming, a verdade é que eles ainda dependem, e muito, de vendas para ter lucros. A Netflix tem consciência de que haverá um vácuo em suas opções, grande ou pequeno. 

Seu investimento maciço em produções originais é, até certo ponto, uma preparação para essa fase, uma vez que algumas das atrações mais assistidas devem deixá-la. A esperança do serviço é de que as exclusivas “Originais Netflix” sejam suficientes para que os assinantes se mantenham fieis, ainda que seus programas licenciados favoritos não estejam mais presentes.

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