Lua

O 'clube' de países que já pousaram na Lua vai ganhar novos membros em breve

Maria Dourado, editado por Daniel Junqueira 26/04/2019 18h00
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50 anos depois que a Apollo 11 aterrissou na Lua, apenas três países conseguiram pousar suavemente em sua superfície. Porém, tudo indica que esse seleto grupo aumentará nos próximos anos

No dia 11 de abril, quando a sonda lunar Beresheet de Israel caiu, nos momentos finais de sua tentativa de pouso na Lua, todos aqueles que se interessam pelo assunto ao redor do mundo se compadeceram com o “fracasso”. Mas a SpaceIL, empresa por trás da sonda, não se deu por vencida. Menos de uma semana após o ocorrido, ela anunciou que investirá seus recursos no lançamento do Beresheet 2.0. O objetivo é seguir com as tentativas de alcançar a Lua — e juntar-se ao clube dominado por agências russas, norte-americanas e chinesas.


Beresheet foi a primeira tentativa de outro país fora do trio EUA / Rússia / China de participar da corrida espacial iniciada há cerca de 60 anos. A SpaceIL foi criada para a competição Lunar X Prize, do Google — que desafiou empresas privadas, em 2007, a construir uma espaçonave que poderia pousar na Lua. 

Embora o Prêmio Lunar X não tenha sido reivindicado, a Beresheet manteve seu objetivo e acabou lançando sua missão com várias premissas. Ela enviou a menor sonda lunar do mundo para a mais longa jornada até o satélite natural. A esperança era que ela fosse a primeira sonda financiada pelo setor privado a pousar em sua superfície. 

Mas qual é o sentido de ir à Lua atualmente? São muitos os obstáculos e imprevistos; os EUA já enviaram uma dúzia de astronautas para lá; são necessários milhões de dólares para que uma nave saia da órbita da Terra. Tudo isso para uma missão que tem muitas chances de falhar.

É verdade que a imagem da missão Apollo, da NASA, é a primeira que vem à nossa mente quando o assunto é ir à Lua. No entanto, empresas do Japão, Índia e a própria Agência Espacial Europeia estão fazendo enormes avanços na exploração espacial, descobrindo novas partes da nossa galáxia e contribuindo para compreensão científica da humanidade. 

E não foi só Israel que sentiu a tristeza de perder o contato com Beresheet. Isso aconteceu em outras ocasiões. Porém, os ganhos para a ciência e para a humanidade como um todo, talvez, não estejam só no objetivo final, mas ao longo do caminho, que só uma experiência do gênero pode proporcionar, incluindo a superação de obstáculos sequer imaginados.

E quanto mais países passam a participar desse universo, são mais cérebros, mais mãos, com diferentes visões, que potencialmente podem maximizar esses ganhos. Todos os passos são grandes para a humanidade quando se trata de Ciência. (A pessoa por trás desse texto assistiu Vingadores: Ultimato e está realmente emotiva).

Nasa Lua
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