O Buscapé quer comprar sua startup

VP de desenvolvimento de negócios da companhia diz que eles estão de olho no mercado e dá dicas para quem quer emplacar uma nova ideia

Stephanie Kohn 01/08/2013 13h30
Buscapé
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A história do Buscapé é bastante parecida com a de diversas startups norte-americanas, mas com uma diferença fundamental: ela aconteceu no Brasil. Desde 1999, ano em que o site foi lançado, a empresa se tornou sinônimo de caso de sucesso no país, com aportes milionários, fusões estratégicas e aquisições rentáveis.

Os fundadores Romero Rodrigues, Rodrigo Borges, Ronaldo Takahashi e Mario Letelier conseguiram atrair investidores como a E-Plataform, Merrill Lynch, Unibanco e Brasil Warrant (grupo Moreira Salles). E conquistaram injeções de US$ 500 mil e US$ 6 milhões em um pequeno espaço de tempo. Em três anos, com o caixa cheio, a empresa se tornou rentável.

ReproduçãoMais de uma década depois, o Buscapé planeja continuar sua trajetória dirigindo empresas que
tenham o mesmo potencial de crescimento. Segundo o VP de desenvolvimento de negócios, Guga Stocco, a companhia está de olho no mercado para incorporar à companhia tecnologias e ideias novas.

"Criamos um ecossistema que se retroalimenta, mas que depende de inovação. Por isso a gente analisa o mercado o tempo todo para realizar aquisições e fusões que nos agreguem coisas que precisamos no momento. O programa ‘Sua ideia vale um milhão’ é um dos nossos melhores canais de inovação", comentou o executivo em entrevista ao Olhar Digital.

Nos parágrafos abaixo, você confere o bate-papo completo com o executivo, que nos contou, entre outras coisas, o que é preciso fazer para emplacar uma boa ideia no Buscapé.  

Quem são os concorrentes do Buscapé? Vocês estão em uma situação confortável no mercado?

Nós somos uma grande ferramenta para empresas da web, então, ao mesmo tempo que competimos com algumas delas também as ajudamos. Um usuário que vai comprar algo e faz uma pesquisa no Google deixa de entrar no Buscapé, mas se o internauta lembra desde o início do nosso site, o Google torna-se um aliado. O buscador é que vai destinar a pessoa para o nosso site - isso se ela não digitar nosso endereço direto no navegador. Ou seja, nós daremos tráfego ao Google e eles nos direcionarão ao internauta. Com a Amazon é praticamente a mesma coisa. Ela pode ser nosso cliente, já que conseguimos listar seus produtos no site, como podem ser nosso concorrente, caso o internauta entre diretamente na página deles para realizar uma compra.

Em outros negócios, como o BCash, competimos com o PayPal. A loja que nós indicamos no site, nossa cliente, pode optar em colocar o sistema do concorrente e não o nosso. Mais uma vez um cliente pode se tornar uma espécie de concorrente.

Qual é a atual estratégia do Buscapé? Vocês compraram muitas empresas ao longo destes anos e atuam em áreas diferentes na internet. Comente sobre estas novas modalidades.

O Buscapé é composto por 18 empresas e 35 fundadores, que foram incorporados em aquisições e fusões. Temos um ecossistema extremamente complexo com muitos competidores e parceiros ao mesmo tempo. Então, trabalhamos para nos defender em todos os pontos em que temos concorrentes.

Nossa estratégia é oferecer ao consumidor serviços para todo o ciclo de compras na web. Desde o conhecimento sobre um produto, que acontece através da mídia e marketing, passando por um local que ofereça informações valiosas sobre o item, como um site especializado, chegando a comparação de preços, compra online e venda do produto antigo.

Dessa forma, a gente consegue oferecer uma experiência completa para o usuário. A Lomadee é a responsável pelo nosso marketing, uma empresa de mídia com programa de afiliados que tem mais de 190 mil sites e administra mais de 2 bilhões de páginas. Na parte de informações a gente cria empresas verticais para fomentar o todo: temos o Bondfaro, que faz reviews de produtos, o Moda It que fala sobre tendências, e o ShopCliq que faz a intenção de compra, mostrando o que você gosta.

Na parte de decisão temos o próprio Buscapé, que compara os preços, e o Save.me que compara os serviços, basicamente. Pulando para a parte de ação chegamos ao pagamento, em que temos o BCash, focado em pequenas e médias empresas. Elas entram no ar com o comércio eletrônico no dia seguinte da contratação do serviço e recebem o dinheiro do produto na hora, mesmo que o usuário pague em mais vezes.

Por fim, temos o Ebit, serviço que informa a idoneidade das lojas, e o Quebarato, nosso classificado que está presente em 27 países. Ainda temos outros serviços e produtos em desenvolvimento, como o Navegg, plataforma que possibilita a personalização, em tempo real, de conteúdo e publicidade com base no perfil de cada usuário.

Hoje temos 60 mil pequenas empresas que utilizam estas tecnologias para competir com as grandes. Criamos um ecossistema que se retroalimenta mas depende de inovação. Por isso a gente analisa o mercado o tempo todo para realizar aquisições e fusões que nos agreguem coisas que precisamos no momento.

Continua...

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