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Nova câmera criada em Harvard pode revolucionar tecnologia

Henrique Freitas, editado por Renato Santino 12/07/2019 20h07

Vários animais enxergam o mundo de um jeito bem diferente do nosso. É o caso dos chimpanzés, que são capazes de ver a luz polarizada. A questão é um pouco complicada, mas vale a pena entender. Grosso modo, luz polarizada é um tipo de luz que sofreu alguma modificação depois de refletida por uma superfície. Ela é invisível para os olhos humanos, mas evidente para os chimpanzés. O detalhe é que, a partir da luz polarizada, fica muito mais fácil determinar a profundidade, a textura, a forma e até distinguir objetos naturais de objetos artificiais. Já existem várias câmeras que conseguem ver o mundo da mesma maneira que os chimpanzés. Só que, até agora, elas eram grandes e caríssimas.

Hoje, pesquisadores de Harvard anunciaram um modelo compacto. Para conseguir a redução, os cientistas trabalharam com estruturas nanométricas. A evolução é tão importante, que deve influenciar inúmeros segmentos. A nova câmera poderá ser incorporada aos carros autônomos, que ganharão muito mais precisão na hora de identificar objetos. Os satélites também serão beneficiados: munidos com câmeras assim, eles serão capazes de identificar até mesmo objetos que esteja camuflados. E até os nossos smartphones podem se beneficiar, com a possibilidade de sistemas muito mais precisos de reconhecimento de objetos. Como a nova câmera acabou de ficar pronta na fase de experimento, ainda não se tem ideia de custos do aparelho. Mas, os cientistas envolvidos na pesquisa apostam que ela vai influenciar muita coisa no planeta nos próximos anos.

Câmeras Pesquisa Harvard
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